O LADRÃO DA CRUZ


O ladrão da cruz é o típico caso de alguém que só acreditamos que foi salvo, por estar mencionado nas escrituras. 

Ele não teve tempo de dar demonstrações públicas da sua conversão, não ofertou ou dizimou em alguma sinagoga religiosa, não contou testemunhos de sua mudança de vida, não evangelizou, não praticou obras sociais e nem foi batizado nas águas. 

Mas no último instante de sua vida e de maneira sigilosa reconheceu seu estado pecaminoso e foi alcançado pela graça, que sempre salva pessoas que não prestam. 

Então, tome muito cuidado ao sentenciar ao inferno os mais vis pecadores quando eles morrerem, porque você não é Deus e apenas Ele sonda os corações. 

Pode ser que enquanto você condena os outros a perdição, Jesus esteja gritando para esse pecador: ''Hoje mesmo estarás comigo no paraíso''. 

BOAS PRÁTICAS DO CRISTÃO - PARTE 3: BATISMO NO ESPÍRITO SANTO



Olá, meus abençoados amigos!

De acordo com o Novo Testamento, o batismo no Espírito Santo é uma experiência enviada por Jesus Cristo. Como registrado no Evangelho de Lucas, Jesus o descreveu como sendo "a promessa do Pai", através do qual os crentes em Cristo receberiam o "poder do alto." (E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder - Lucas 24:49)

De acordo com o Livro de Atos dos Apóstolos, Jesus ainda se refere ao batismo no Espírito Santo como uma experiência através da qual os seus discípulos iriam passar (Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra -Atos 1:8). Tudo isso em complemento ao que foi conferido por João Batista (Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias - Atos 1:5).

Há uma passagem que traz um relato, o qual resume sabiamente o que realmente significa o Batismo no Espírito Santo (Atos 8:14-17):

“Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João. Os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo (Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido; mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus). Então lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo.”

Na verdade, o Espírito ainda não havia descido sobre eles, na Samaria, da mesma maneira que desceu no dia de Pentecoste, conforme podemos ver em Atos 2:4: “E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.”

Ainda não havia descido sobre eles, conforme a promessa do Pai, de acordo com Atos 1:4: “E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que, disse ele, de mim ouvistes”

E também, ainda não havia se confirmado em conformidade com o que Cristo predissera, como vimos acima em Atos 1:5.

Mediante a imposição das mãos dos apóstolos, os samaritanos recebem o Espírito Santo de modo idêntico ao batismo no dia de Pentecoste, conforme visto acima em Atos 1:8, e também igual ao que vemos em Atos 2:4: “E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem”.

A experiência dos samaritanos em duas etapas, ou seja, primeiramente crer e depois ser cheio do Espírito, demonstra que a experiência em duas etapas dos cristãos do dia de Pentecostes não fugiu a regra. Podemos pegar como exemplo as experiências de Paulo, em Atos 9:5-17: “E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões. E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que eu faça? E disse-lhe o Senhor: Levanta-te, e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer. E os homens, que iam com ele, pararam espantados, ouvindo a voz, mas não vendo ninguém. E Saulo levantou-se da terra, e, abrindo os olhos, não via a ninguém. E, guiando-o pela mão, o conduziram a Damasco. E esteve três dias sem ver, e não comeu nem bebeu. E havia em Damasco um certo discípulo chamado Ananias; e disse-lhe o Senhor em visão: Ananias! E ele respondeu: Eis-me aqui, Senhor. E disse-lhe o Senhor: Levanta-te, e vai à rua chamada Direita, e pergunta em casa de Judas por um homem de Tarso chamado Saulo; pois eis que ele está orando; E numa visão ele viu que entrava um homem chamado Ananias, e punha sobre ele a mão, para que tornasse a ver. E respondeu Ananias: Senhor, a muitos ouvi acerca deste homem, quantos males tem feito aos teus santos em Jerusalém;
E aqui tem poder dos principais dos sacerdotes para prender a todos os que invocam o teu nome.

Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome. E Ananias foi, e entrou na casa e, impondo-lhe as mãos, disse: Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo.”

Outra boa experiência que serve de exemplo, vemos com os discípulos efésios em Atos 19:1-6: “E sucedeu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso; e achando ali alguns discípulos, Disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo.
Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados então? E eles disseram: No batismo de João.
Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo. E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus. E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam.”

Percebam que as duas etapas consistem em:

1º: Arrependimento, conversão e salvação (batismo em nome de Jesus);

2º: A confirmação da fé em Cristo, com o preenchimento pelo Espírito Santo (batismo no Espírito).

Assim sendo, podemos afirmar que as experiências de Paulo e dos discípulos efésios, foram idênticas a dos samaritanos. Todos aceitaram Cristo como Senhor e ficaram cheios do Espírito. Não há a necessidade de um longo tempo de espera entre a salvação (ou conversão, ou batismo em nome de Jesus) e o batismo no Espírito.

A Bíblia também fala que o Espírito Santo concede dons espirituais (ou seja, habilidades) ou ainda carismas, tais como os dons de profecia, de curas e o de falar e/ou interpretar uma variedade de línguas, entre outros. Alguns acreditam que esses dons foram derramados apenas aos cristãos do tempo do Pentecostes, mas os proponentes do Batismo no Espírito acreditam que essas habilidades sobrenaturais estão ainda hoje disponíveis, comparando o evento de Pentecostes com os atuais movimentos Pentecostais, sejam eles Protestantes ou Carismáticos.

Assim, a Efusão do Espírito Santo traria uma proliferação de eventos intuitivos (idéias, fatos, nomes, condutas, pensamentos), que são tomados como revelações divinas para os cristãos de hoje.

Sendo o assunto Espírito Santo muito profundo e prazeroso de se tratar, nos comprometemos em trazer mais detalhes sobre o tema em outras postagens, principalmente em relação aos dons, de modo que possamos ficar mais ligados a essa bênção que é o Espírito Santo de Deus.

Fiquem com Deus e lembrem-se: salvação, só Jesus! Contem sempre com Ele!

BUSCANDO O VERDADEIRO NATAL - PARTE 1

Meus abençoados amigos, já faz algum tempo que me pergunto sobre quando realmente Jesus nasceu. Porém, apenas no final de 2015 resolvi buscar com vontade essa informação.
Consegui algumas pistas, mais ainda falta chegar na data exata. Por isso que no período natalino de 2015, evitei desejar Feliz Natal nas redes sociais e no WhatsApp. Longe de mim radicalizar, afrontar ou coisas do tipo. É claro que se comemoramos nossos aniversários, por que não comemorar o de Jesus? Quero apenas fazê-lo na data correta.
Vamos então aos dados levantados.
A primeira coisa a se fazer é tentar entender porque hoje o Natal é universalmente aceito como 25 de dezembro.
Essa data na verdade, foi escolhida pela Igreja Católica Apostólica Romana, por volta do século IV (DC - obviamente), com a intenção de suplantar um antigo e muito popular festival pagão do Sol Invicto (Saturnália), que ocorria na mesma época no hemisfério norte.
Em 21 de dezembro, ocorre o solstício de inverno (o mais curto do ano), e em 25 de dezembro era o primeiro dia em que se notava claramente que os dias ficavam mais longos. Logo a luz do sol retornava com muita força.
Dessa forma, como ninguém sabia o dia exato do nascimento de Jesus, a Igreja Católica se sentiu livre para escolher essa data (25/12). A idéia era substituir um festival pagão por um dia santo cristão, o que acabou dando certo por muitos séculos, dado o domínio de Roma sobre o mundo "cristão" naquele tempo.
Mas, se nós voltarmos para as Sagradas Escrituras (Bíblia), encontraremos fortes evidências de que a história não foi bem assim.
Analisando de trás pra frente, ou seja, voltando a partir da crucificação de Jesus, vemos a situação clarear significativamente.
Em Lucas 23:54 e 24:1, vemos que logo após a morte de Jesus na cruz, seu corpo foi levado para a sepultura, acompanhado pelas mulheres que eram suas seguidoras. Como amanhecia o sábado, retornaram para preparar as especiarias e unguento que usariam em seu corpo, descansando no sábado, conforme o mandamento vigente.
Mais um ponto importante podemos ver em Matheus 26:17 - 19; Marcos 14:12 - 16 e Lucas 22:7 - 13. Nesses relatos, a última ceia foi preparada no próprio dia em que o cordeiro pascal era sacrificado. Conforme a Lei Mosaica, isso ocorria no 14º dia do primeiro mês (Nisan), conforme Êxodo 12:6 e Levítico 23:5.
Encaixando as peças: preparação da ceia na quinta-feira, (14 de Nisan), crucificação na sexta-feira (15 de Nisan), descanso no sábado (16 de Nisan) e ressurreição domingo (17 de Nisan).
Observação importante: o calendário judaico possui duas vertentes. Uma é o calendário antigo, utilizado a partir do Êxodo, baseado no calendário egípcio. Neste, o mês de Nisan, comparando com nosso calendário atual, começava em 26 de abril e terminava em 25 de maio. Séculos depois, os judeus adotaram um calendário a partir do calendário grego, no qual Nisan equivalia ao período entre 8 de abril e 7 de maio. Vale lembrar que o calendário judeu sofre flutuações por conta da influência lunar em suas datas, por isso, por exemplo, Nisan pode, em determinado período, começar na segunda quinzena de março.
Voltando as escrituras, Jesus tinha aproximadamente 33 anos e 6 meses quando morreu. Para esses números, levamos em conta Lucas 3:23 (início do ministério aos 30 anos) e as passagens de João 2:13; 5:1; 6:4 e 13:1, que levam a crer que o ministério de Jesus passou por 4 Páscoas, ou seja, um período de 3 anos e alguns meses. Alguns estudos nos levam a crer que esses "alguns meses" foram 6 meses, porém é óbvio que não são dados exatos e buscaremos mais detalhes nas próximas postagens para apresentar.
Com os elementos acima, se voltarmos então 6 meses a partir de Nisan, temos que o período provável para o nascimento de Jesus, está entre os meses de setembro e outubro (Elul e Tisri nos calendários judáicos).
Nas próximas postagens sobre este tema, apresentaremos detalhes dos elementos que sugerem os "6 meses", aproximaremos ao máximo a data do nascimento de Jesus, a partir da data de sua crucificação e também apresentaremos outros dados de investigação, os quais reforçam a possibilidade de seu nascimento ter realmente ocorrido entre setembro e outubro.
Um grande abraço e que Deus abençoe a todos!

BOAS PRÁTICAS DO CRISTÃO - PARTE 2: EUCARISTIA

Meus abençoados amigos, Eucaristia (palavra de origem grega que sgnifica "reconhecimento", "ação de graças") é uma celebração da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Também é denominada Comunhão, Ceia do Senhor e Refeição Noturna do Senhor.
Na Igreja Católica, a Eucaristia é um dos sete sacramentos. Segundo o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, a Eucaristia é "o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus, que Ele instituiu para perpetuar o sacrifício da cruz no decorrer dos séculos até ao seu regresso, confiando assim à sua Igreja o memorial da sua Morte e Ressurreição. É o sinal da unidade, o vínculo da caridade, o banquete pascal, em que se recebe Cristo, a alma se enche de graça e nos é dado o penhor da vida eterna." (n. 271). A palavra Hóstia, em latim, quer dizer vítima, que entre os hebreus, era o cordeiro, sem culpa, imolado em sacrifício a Deus. 
Na Igreja Ortodoxa, como a doutrina da transubstanciação (transformação do pão e do vinho em corpo e sangue reais de Cristo) surgiu no ocidente após o cisma com a Igreja Católica, não há uma formulação teológica sobre o que acontece com os elementos na liturgia divina - é tido como "mistério".
O pão na liturgia ortodoxa é fermentado (simbolizando a nova natureza em Cristo) e o vinho é servido a todos os fiéis (inclusive crianças), com uma colher.
Na Igreja do Oriente, a Qurbana Qadisha (em aramaico: o Santo Sacrifício) segue um dos mais antigos ritos em uso, o de Addai e Mari. Suas orações eucarísticas, Gehantha, possuem grande semelhança com as orações e bençãos judaicas sobre as refeições. Na Igreja do Oriente a doutrina da transubstanciação é desconhecida e em sua liturgia não há as palavras de instituição ("este é meu corpo...este é meu sangue...").
Os luteranos acreditam que o corpo e o sangue de Cristo estão "verdadeiramente e substancialmente presentes em, com e sob as formas" do pão e vinho (os elementos) consagrados, deste modo os comungantes comem e bebem o corpo e sangue do próprio Cristo tanto quanto comem o pão e bebem o vinho através deste sacramento. A doutrina luterana da real presença é ensinada como a doutrina da União Sacramental. Essa doutrina muitas vezes é incorretamente chamada de consubstanciação (presença do corpo e sangue de cristo no pão e no vinho, sem modificá-los). Este termo é rejeitado pelas Igrejas Luteranas e seus teólogos, uma vez que cria uma confusão sobre a doutrina aproximando-a de uma compreensão equivocada, próxima ao conceito católico romano da transubstanciação, tido pelo Luteranismo como anti-bíblico e filosófico.
Na Igreja Anglicana, o entendimento é de um sacramento, independente de como o mesmo será entendido pelo comungante. Havendo alguns que tendem a uma explicação mais católica outros a explicações mais protestantes (de acordo com a linha dentro do anglicanismo) e alguns até preferem nem se preocupar em explicar como se dá, estando satisfeitos em saber que o corpo e sangue de Jesus estão presente ali de alguma maneira.
Dentro dos princípios Reformados, cuja teologia remonta aos princípios da reforma e são influenciados por Calvino, são duas visões principais quanto a Eucaristia.
Na visão de Zuínglio, a ceia é a lembrança do sacrifício de Cristo - essa posição é chamada de "memorialismo".
A proposta de Calvino, em oposição a Zuínglio, era que na ceia ocorria a presença de Jesus, não nos elementos, mas espiritualmente e posteriormente comunicada aos comungantes. A essa forma de entendimento dá-se o nome de "presença espiritual".
No século XVII, as igrejas batistas, em relação à ceia, baseavam-se nos princípios disseminados por Zuínglio, assim concebendo a Ceia apenas como um rito em que se recorda e proclama a morte de Cristo até que Ele retorne, onde o pão e o vinho são apenas elementos que simbolizam o corpo de Cristo. O termo usado é de "ordenança" (ou "mandamento") ao invés de "sacramento".
Dentro da teologia evangelical, a Eucaristia é chamada geralmente por "Santa Ceia" ou "ceia do Senhor", derivando da teologia de Zuínglio.

Bom, após essa conceituação histórica e sob a ótica das diversas vertentes cristãs existentes, vejamos agora sob a luz da Bílbia, os conceitos de Eucaristia:

"E, quando comiam, Jesus tomou o pão, e abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo." Matheus capítulo 26, versículo 26

"E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que por muitos é derramado." Marcos, capítulo 14, versículo 24

"Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão;
E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.
Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim.
Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha." 1 Corinthios, capítulo 11, versículos 23 a 26.

Analisando as escrituras, vemos que no meio da Ceia Pascal, em gestos precisos e solenes do ritual judaico (ações de graças a Iahweh pronunciadas sobre o pão e sobre o vinho) Jesus enxerta os ritos sacramentais do novo culto que instaura. A importância da Ceia do Senhor relaciona-se com passado, presente e futuro:
 1) No passado, é um memorial da morte de Cristo no calvário, para redimir os cristãos do pecado e da condenação. Por meio da Ceia do Senhor, vemos mais uma vez a morte salvadora de Cristo e seu significado redentor para nossa vida. A morte de Cristo é nossa motivação maior para não cairmos em pecado e para nos abstermos de toda a aparência do mal. É um ato de ação de graças pelas bençãos e salvação da parte de Deus, provenientes do sacrifício de Jesus Cristo na cruz por nós;

2) No presente, a Ceia do Senhor é um ato de comunhão com Cristo e de participação nos benefícios da sua morte sacrificial e, ao mesmo tempo, comunhão com os demais membros do Corpo de Cristo. Nessa ceia com o Senhor ressurreto, Ele, como anfitrião, faz-se presente de modo especial. É o reconhecimento e a proclamação da Nova Aliança mediante a qual o cristãos reafirmam o senhorio de Cristo e nosso compromisso de fazer a sua vontade, de permanecer leais, de resistir ao pecado e identificar-nos com a missão de Cristo;

3) No futuro, a Ceia do Senhor é um pré desfrute do reino futuro de Deus e do banquete messiânico futuro, quando então todos os cristãos estarão presentes com o Senhor. Antevê a volta iminente de Cristo para buscar seu povo e encena a oração ""venha a nós o Vosso reino". Na Ceia do Senhor, toda essa importância acima mencionada, só passa a ter significado se chegarmos diante do Senhor com fé genuína sincera e obediência à Palavra de Deus e à Sua vontade.

Cristo derramou o seu sangue em nosso favor para prover o perdão dos nossos pecados e a salvação. A sua morte na cruz estabeleceu um novo concerto entre Deus Pai e todos quantos recebem a Seu Filho Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Aqueles que se arrependem dos seus pecados e se voltam para Deus mediante a fé em Cristo serão perdoados, libertos do poder de Satanás, receberão nova vida espiritual, serão feitos filhos de Deus, serão batizados no Espírito Santo, e terão acesso a Deus em todos os momentos, para receberem misericórdia, graça, força e ajuda.
Como outrora no Sinai, o sangue das vítimas selou a aliança de Iahweh com o seu povo, assim sobre a cruz, o sangue da vítima perfeita, Jesus, selaria a nova aliança entre Deus e os homens, a qual os profetas tinham anunciado. Jesus atribui a si a missão de redenção universal que Isaías havia atribuído ao "Servo de Iahweh".
Se aqueles que partilham a refeição eucarística não estão realmente unidos no amor, põem-se na categoria daqueles que mataram a Jesus.

Dessa forma, meus abençoados amigos, é muito importante partilharmos desse memorial, conforme a própria vontade de Jesus, para vivenciarmos seu espírito, seu sacrifício e nossa libertação. A comunhão com Jesus e Yahweh é uma fonte de elevação espiritual, que nos prepara para enfrentar as adversidades desse mundo. É o norte que precisamos tomar para seguir e conquistar nossa bênção redentora.

Um grande abraço e contem sempre com Jesus.
E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.
Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim.
Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha.
1 Coríntios 1"

BOAS PRÁTICAS DO CRISTÃO - PARTE 1: BATISMO

Meus abençoados amigos, a partir de hoje falaremos sobre algumas boas práticas que um cristão deve adotar, para elevar seu espírito, dentro dos preceitos e ensinamentos de Deus, em nome de Jesus. Tudo, claro, com embasamento bíblico, devidamente esclarecido. Para começar, falaremos do batismo.

Batismo tem diversos significados como: "imergir", "banhar", "lavar", "derramar", "cobrir" ou "tingir",

De imediato, vamos direto a Bíblia, novo testamento, no Evangelho de João, capítulo 3, versículo 5:

"Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus"

Aqui Jesus se refere claramente a obra purificadora do Espírito Santo no novo renascimento. Em Tito, capítulo 3, versículo 5, vemos o seguinte:

"não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo"

Aqui, Paulo fala da "lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo". Isto se refere ao novo nascimento do cristão, visto simbolicamente no batismo. A "renovação do Espírito Santo" refere-se à outorga (concessão) constante da vida divina aos cristãos, a medida que se submetem a Deus.

Importante frisar que a ênfase não está na água, mas no Espírito. A água é símbolo frequente do Espírito:

"porque derramarei água sobre o solo sedento e torrentes sobre a terra seca. Derramarei o meu Espírito sobre a tua raça e a minha bênção sobre os teus descendentes" Is 44,3

"Borrifarei água sobre vós e ficareis puros; sim, purificar-vos-ei de todas as vossas imundícies e de todos os vossos ídolos imundos. Dar-vos-ei coração novo, porei no vosso íntimo espírito novo, tirarei do vosso peito o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei no vosso íntimo o meu espírito e farei com que andes de acordo com os meus estatutos e guardeis as minhas normas e as pratiqueis" Ez 36, 25-27

"Derramarei sobre a Casa de Davi e sobre todo o habitante de Jerusalém um espírito de graça e de súplica, e eles olharão para mim a respeito daquele que eles transpassaram, eles o lamentarão como se fosse a lamentação por um filho único; eles o chorarão como se chora sobre o primogênito" Zc 12,10

"Naquele dia haverá para a Casa de Davi e para os habitantes de Jerusalém uma fonte aberta, para lavar o pecado e a mancha." Zc 13,1

"E acontecerá, naquele dia, que sairá água viva de Jerusalém, metade para o mar oriental, metade para o mar ocidental, no verão e no inverno." Zc 14,8

Fica então a reflexão sobre a importância da renovação dentro do Espírito Santo de Deus, em nome de Jesus, seguindo Seus ensinamentos SEMPRE.

Em nosso próximo artigo, falaremos sobre a Eucaristia.

Um grande abraço e CONTEM SEMPRE COM JESUS!

SALMO 41 – PERDÃO E FORÇA

Normalmente quando falamos em salmos bíblicos, ouvimos muito falar do poderoso salmo 91 e do salmo 23. Inegavelmente ambos são maravilhosos e falaremos deles em outras oportunidades. Mas existe um salmo pouco comentado, porém extremamente poderoso e muito especial para mim. Digo isso pois foi um dia, ouvindo esse salmo na televisão, que entendi que minha vida necessitava definitivamente da presença de Jesus. Esse salmo é o salmo 41. Leiam abaixo e depois comentaremos:
Salmos 41:1-13
1 Bem-aventurado é aquele que atende ao pobre; o SENHOR o livrará no dia do mal.
2 O Senhor o livrará, e o conservará em vida; será abençoado na terra, e tu não o entregarás à vontade de seus inimigos.
3 O Senhor o sustentará no leito da enfermidade; tu o restaurarás da sua cama de doença.
4 Dizia eu: Senhor, tem piedade de mim; sara a minha alma, porque pequei contra ti.
5 Os meus inimigos falam mal de mim, dizendo: Quando morrerá ele, e perecerá o seu nome?
6 E, se algum deles vem me ver, fala coisas vãs; no seu coração amontoa a maldade; saindo para fora, é disso que fala.
7 Todos os que me odeiam murmuram à uma contra mim; contra mim imaginam o mal, dizendo:
8 Uma doença má se lhe tem apegado; e agora que está deitado, não se levantará mais.
9 Até o meu próprio amigo íntimo, em quem eu tanto confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar.
10 Porém tu, Senhor, tem piedade de mim, e levanta-me, para que eu lhes dê o pago.
11 Por isto conheço eu que tu me favoreces: que o meu inimigo não triunfa de mim.
12 Quanto a mim, tu me sustentas na minha sinceridade, e me puseste diante da tua face para sempre.
13 Bendito seja o Senhor Deus de Israel de século em século. Amém e Amém.
Deus tem cuidado especial dos fracos e indefesos, e abençoa quem demostra compaixão pelos necessitados. Os versículos 1-3 explanam o princípio: “Bem aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia” (Mt 5:7). Se tivermos compaixão de Deus pelos necessitados, poderemos orar com confiança para Deus nos livrar do mal (versículo 2), abençoar nossa vida (versículo 2), aniquilar o poder de Satanás e dos nossos inimigos (versículo 2), e nos dispensar sua presença e cura quando estivermos enfermos (versículo 3; também conforme Salmo 72:2,4,12, Dt 15:7-11; Pv 29:14; Is 11:4; Jr 22:16 e Mt 6:30).
Pessoal, com sempre digo, vejam que lição maravilhosa de boa conduta moral, ética e convivência solcial qua a Bílbia nos proporciona, além de colocar situações que vivenciamos em nossa rotina. E falo isso tanto no campo profissional quanto no pessoal.
Quantas vezes não nos deparamos com pessoas que tentam nos jogar para baixo com palavras ofensivas, criticas em alguns momentos até coerentes, porém cuja abordagem é extremamente negativista? E quantas vezes também não ouvimos os famosos conselhos, que na verdade têm por trás a determinação de nos pôr em dúvida e em total insegurança? E o pior de tudo, é quando isso vem de pessoas por quem temos respeito e confiança, mas que infelizmente, muito por conta de sua própria insegurança, inveja, ambição e jogo de poder, acabam por buscar uma forma de derrubar nossa autoestima.
Por outro lado, quantas vezes nós também nos negamos a atender alguém que realmente precisa de nós, que seja para uma doação ou pelo menos para ouvir, e simplesmente recusamos, ignoramos, por conta de nossas necessidades que acabam vindo sempre em primeiro lugar? Quantas vezes fazemos uma reflexão profunda para entendermos que erramos, que pecamos, e assim nos virarmos a Deus pedindo seu perdão e misericórdia?
É muito importante estarmos atentos a tudo isso, pois tanto podemos ser surpreendidos pelo inimigo na forma de pessoas ditas próximas e corretas, como por nós mesmos, dentro de nossa visão egoísta e fechada a assumir a quantidade de erros e pecados que cometemos.
Eu compartilho esse salmo com vocês, pois como disse, além de ter sido uma grande porta para minha aproximação definitiva com Jesus, é nele que me conforto quando recebo afrontas e escárnios dos inimigos e também é nele que busco forças para tentar fugir do egoísmo em prol do próximo. E mais ainda, principalmente, confessar meus erros e buscar o perdão de Deus.
Devemos buscar sempre os caminhos da correção e retidão, evoluindo espiritualmente sobre tudo o que aprendemos em nosso grande “manual” que é a Bílbia. Só dessa forma é que conseguiremos receber na prática, as recompensas frente a tudo que se coloca de obstáculo em nosso caminho (conforme versículos 10-13). Não é fácil, com certeza, mas testemunho a todos que, em todas as vezes que busquei não reagir as afrontas e optei sim por focar em Jesus e Nele ter confiança, vi os inimigos provarem de suas próprias palavras e atos. Não somos nós que faremos a justiça nem julgamentos. Isso cabe a Jesus. Nossa parte é aprender seus ensinamentos e pô-los em prática. Se não for assim, ficaremos sempre depressivos quando formos insultados ou desqualificados pelas palavras vãs dos inimigos, que na verdade são apenas manipulados pelo maligno.
Vale a reflexão e que Deus abençoe a todos! Amém!

ENTENDENDO UM POUCO DE ECLESIASTES 3:1-15


Uma das passagens mais marcantes e significativas da Bíblia para mim, é Eclesiastes 3:1-15. Vamos ler o texto e após o mesmo, faremos uma meditação sobre o tema:
¶ Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;

Eclesiastes 3:1-

"1 Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.
2 Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
3 tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derribar, e tempo de edificar;
4 tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
5 tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de abster-se de abraçar;
6 tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de deitar fora;
7 tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
8 tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.
9 Que proveito tem o trabalhador naquilo em que trabalha?
10 Tenho visto o trabalho penoso que Deus deu aos filhos dos homens para nele se exercitarem.
11 Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs na mente do homem a idéia da eternidade, se bem que este não possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até o fim.
12 Sei que não há coisa melhor para eles do que se regozijarem e fazerem o bem enquanto viverem;
13 e também que todo homem coma e beba, e goze do bem de todo o seu trabalho é dom de Deus.
14 Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe pode acrescentar, e nada se lhe pode tirar; e isso Deus faz para que os homens temam diante dele:
15 O que é, já existiu; e o que há de ser, também já existiu; e Deus procura de novo o que já se passou."

O homem só dispõe do momento presente para agir e só pode fazer uma coisa em seu tempo. A metade das ocupações é sinistra, metade de suas ações são gestos de luto. A morte já deixou sua marca sobre a vida. Esta é sequência de atos desconexos (versículos 1 a 8), sem meta (versículos 9 a 13) e Deus reedita o que já aconteceu (versículos 14 e 15): nada de novo.
Ainda falando sobre os versículos 1 a 8, Deus tem um plano eterno que inclui os propósitos e atividades de toda pessoa na Terra. O cristão deve entregar-se a Deus como sacrifício vivo, deixar que o Espírito Santo leve a efeito o plano de Deus em sua vida e ter cuidado para não se afastar da vontade de Deus, e assim perder a oportunidade quanto ao propósito Divino para sua vida (vejam abaixo Romanos 12:1-2).
"¹ Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
² E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus."
Estudaremos essa passagem em outro artigo.

Na passagem do versículo 11, no coração do ser humano, Deus gravou o anseio inato pelas coisas eternas. O ser humano busca valores eternos já aqui nesta vida, na sua imanente* percepção de viver para sempre.
* Imanente significa algo que existe em um dado objeto e inseparavelmente dele

Portanto, a vida material, coisas seculares e prazeres deste mundo nunca satisfarão plenamente o ser humano. A expressão "também pôs na mente do homem a idéia da eternidade", pode ser entendida também como "Deus pôs a eternidade em seu coração", mas esta frase não tem o sentido que ela assumirá mais tarde no vocabulário cristão. Ela se limita a dizer: "Deus deu ao coração (pensamento) do homem o conjunto da duração, permitindo-lhe refletir sobre a sequência dos fatos e dominar o momento presente". Mas o autor acrescenta que essa concepção engana ("se bem que este não possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até o fim"), ou seja, ela não revela o sentido da vida (veja abaixo Deuteronômio 29:29)

"As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei."

Ainda no Eclesiastes capítulo 3, agora lendo o versículo 13, entendemos que poder desfrutar da vida e vivê-la sabiamente é uma dádiva de Deus, que usufruímos somente quando deveras andamos segundo os Seus caminhos, em obediência a Ele como nosso Senhor e Deus. Deste modo, Deus nos dispensa alegria em tudo o que empreendemos.

Pessoal, mais uma vez fica clara a importância da Palavra de Deus em nossas vidas. A importância de termos a Bíblia não só como um livro religioso e sim como um manual de sobrevivência nesse mundo onde jaz o maligno, que nos corrompe o espírito por conta dos impulsos carnais em todos os aspectos. Vejamos a Bíblia de maneira mais próxima a nossa rotina e peçamos sabedoria a Deus, em nome de Jesus, para que possamos vislumbrar todas as lições de organização social, política, econômica, jurídica, de liderança e boa conduta, que lá encontramos para administrar nossas vidas, rumo a um processo contínuo de evolução espiritual.

Que Deus abençoe a todos, amém!


ORAÇÃO - SEU MOMENTO ÍNTIMO COM DEUS


"Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu pai, que vê o que está oculto, te recompensará"
Mateus 6:6

Na oração, o homem se volta para Deus, reconhecendo-o como único absoluto, e reconhecendo a si mesmo como criatura, relativizando a auto-suficiência. Por isso, orar para ser elogiado é colocar-se como centro, falsificando a oração.
Todo filho de Deus deve ter um lugar para estar só com Deus a fim de buscá-lo. Sem isto, a oração secreta não terá a duração desejada ou será algo casual. Jesus tinha seus lugares secretos para orar:

"E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar a parte. E chegada já a tarde, estava ali só" Matheus 14:23

"E, levantando-se de manhã muito cedo, estando ainda escuro, saiu, e foi para um lugar deserto, e eli orava" Marcos 1:35

"E, sendo já dia, saiu e foi para um lugar deserto; e a multidão o procurava e chegou junto dele, e o detinham para que não se ausentasse deles" Lucas 4:42

"Pois ele retirava-se para os desertos e ali orava" Lucas 5:16

"E aconteceu que naqueles dias, subiu ao monte e a orar e passou a noite em oração a Deus" Lucas 6:12

Nós, também, devemos disciplinar nossa vida a fim de mantermos nossa comunhão com Deus e demonstrar nosso amor por Ele. A oração secreta é especialmente importante:

1) De manhã cedo, para dedicarmos a Deus o nosso dia;
2) No fim da tarde, para render-lhes graças por sua misericórdia;
3) Nos momentos em que o Espírito nos impulsiona a orar

A promessa é que nosso Pai nos recompensará abertamente com a resposta a nossa oração, com sua presença íntima, e com honra genuína por toda a eternidade. Dessa forma, aproveitemos nossos momentos íntimos com Deus, de coração e mente totalmente abertos, pois essa é a hora em que criamos um canal direto de comunicação com Ele e conseguimos todas as orientações necessárias para darmos andamento a nossas vidas com sabedoria, retidão e mansidão.

O MAL ANTES DA CRIAÇÃO

Quando pensamos no conceito de eternidade, normalmente enxergamos do presente em direção ao futuro. Porém não é bem assim. Eternidade é um tempo sem limite para passado e futuro. O passado é infinito e o futuro também. Desde a origem do homem, Deus nos prepara para alcançarmos a graça da Eternidade em paz.
No antigo testamento, com uma Lei severa, muitas guerras, catástrofes, mortes, muito sangue derramado. Até Deus se decidir pela dolorosa e sofrida missão de deixar Seu Filho sofrer, morrer e ressuscitar. E assim foi feito com nosso Mestre Jesus, o único caminho para a Paz Eterna. Jesus apresentou uma leitura atualizada das Leis da Torá e deu novos rumos ao caminho da salvação. Mais do que isso: Jesus tornou-se um grande "filtro", uma grande "ferramenta" de seleção, para garantir o mais alto grau de pureza e retidão a habitar o Paraíso, de modo a sustentar a própria alcunha de Paraíso.
Dessa forma, podemos até nos perguntar: Por que Deus elaborou essa estratégia tão complexa para o caminho que leva ao Paraíso? Sobre o amor, misericórdia e dedicação que Ele tem conosco, realmente não nada que possa ser contestado. É óbvio, claro e evidente que é um amor incondicional e imensurável. Logicamente Deus quer salvar o máximo de habitantes da Terra, levando-nos para a Paz Eterna. Mas por que tanta perfeição no Projeto Cristão? Por que tantos detalhes? Seria um preciosismo Divino? Pois digo a todos que não!
Quando Deus impõe Seu severo e crítico conceito de elevação espiritual, é porque Ele não quer que se repita o que houve nos primórdios, na Eternidade passada, muito antes de toda a criação. Na verdade, a condição de justo, honesto, puro, manso e demais qualificações, muito bem descritas nos livros do Novo Testamento, são exatamente necessárias para que não surja um novo Lúcifer no Paraíso! Deus quer um Paraíso realmente Paraíso! Sem que sentimentos como inveja, arrogância, ganância, rancor e ira, tornem a fomentar uma nova rebelião de anjos.
Lúcifer era um querubim de alto conceito perante Deus (Ezequiel 28:14), porém os sentimentos citados acima o puseram nas trevas, mas não sem antes levar consigo boa parte do exército celestial, que se deixou levar por sua afronta a Deus. Apesar de Lúcifer não ser o o supremo entre os anjos, já que era querubim, que na hierarquia celeste está abaixo dos serafins, foi o supremo entre os que pecaram, dada, como falado acima, sua credibilidade e proximidade a Deus.
Dessa forma, colocando Jesus como Sua referência para adentrar aos portões do paraíso, Deus quer garantir que todos os que chegarem por lá estejam realmente "qualificados" e livre de todo e qualquer sentimento nefasto. Assim, a ideia é evitar o surgimento de um novo Lúcifer e consequentemente outra guerra celestial, garantir o cumprimento das profecias, principalmente as do Apocalipse e, por fim, cerrar definitivamente as portas a todo o mal, o mal antes da criação.


BASTA A CADA DIA O SEU MAL

"Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal"
Mateus 6:24

Pessoal, é mais um texto interessante para meditarmos com atenção. Essas palavras na verdade nos ensinam a controlar a ansiedade. Lendo todo o capítulo, fica mais fácil entender.
Quando agimos de forma correta, planejada, sábia, honesta, esforçada, dedicada e focada no que desejamos e principalmente necessitamos, não há motivo para ansiedade. O julgamento que fizerem de nós, pode definir alguns passos momentâneos, que em algumas situações são capazes de gerar desconfortos, porém nossa autoestima, solidificada em nossas atitudes tomadas de retidão e certeza do bom combate, nos guiará por novos e melhores caminhos, abrindo portas e provendo paz de espírito.
Nos dias de hoje é muito difícil e digo isso com propriedade, dada minha própria personalidade. Mas aos poucos, se buscarmos assimilar essa essência, tudo se esclarece e dessa forma atingimos o equilíbrio.


Abraço a todos e boa noite!

O SONO ABENÇOADO

"Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeastes; aos seus amados ele o dá enquanto dormem.
Salmo 127:2"

Reflitam de mente aberta sobre essas palavras e compreenderão...